Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Steps

Cansaço.
A vida inteira, anos esticados em décadas, resumida em uma pequena palavra de sete letras.

A gente tem várias opções de viver. Pode viver de passado, de presente, de futuro. Todas elas acabam do mesmo jeito: tédio e cansaço.
O jeito seria não dividir a vida em espaços de tempo. Mas não tem como.

Então a gente escolhe um jeito e vai. Até cansar.
E depois de cansar a gente para e espera.

Eis tudo resumido.

E assim eu poderia começar bem uma autobiografia. Mas nem compensa escrever uma autobiografia, pois seria apenas a descrição maçante de anos empurrados com a barriga e por fim a espera. Seria a descrição do medo e da angústia de estar vivo e não ter motivo para isso. Buscar coisinhas e coisas e coisonas que a gente acha que vai, enfim, dar um sentido à existência. Mas elas não dão sentido a nada. Os filhos só fazem a gente sentir mais medo da morte, mais medo da vida. Aumenta a ganância pelo dinheiro que nos mantém sobrevivendo, e a repulsa inconsciente desse estado nojento a que chegamos.

Onde chegamos?

Nem sei mais onde cheguei.

Sei que o tempo é pouco para não se fazer nada e no fim morrer. Ou se tentar fazer alguma coisa que no fim se mostra inútil.

"Mas a vida é assim mesmo." Claro que é.

No fim eu só me sinto cansada dessa caminhada cheia de pedras, partindo do nada e indo a lugar nenhum. Cansada de fingir ser plástico e circuitos eletrônicos. Cansada de ser - ou não ser? - alguma coisa e nada.

A vida inteira, anos esticados em décadas, desperdiçada.

Mas o que mais eu poderia fazer?

Domingo, 5 de Julho de 2009

Arte de Fumar

"Desconfia dos que não fumam:
esses não têm vida interior, não tem sentimentos.
O cigarro é uma maneira sutil e disfarçada de suspirar"

[by Mário Quintana]

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Línguística

Vou mudar de curso. Vou fazer Letras, Linguística ou Alemão.
Venho pensando nisso há algum tempo já, na verdade desde que eu entrei na Psicologia e cheguei à conclusão que eu não presto pra ser psicóloga.
Aí a vontade ficou mais forte quando eu tomei pau em Estatística II, entrei no curso de alemão e tive umas crises feias de depressão que me fizeram parar de assistir aulas.

Eu já comecei (não necessariamente terminei) a estudar um monte de línguas. Falo e escrevo bem em Inglês faz tempo, estudei Esperanto quando tinha uns 14, 15 anos, enrolo um pouco em Espanhol (quando se trata de Shakira e Pablo Neruda, claro, no mais eu sou analfabeta em Espanhol), comecei a ficar curiosa com o Japonês/Nihongo quando conheci o Lúcio e estudo Alemão (comecei aos 15 ou 16, não lembro, mas esse ano entrei num curso pra levar a sério).

Escrevi um post há alguns dias com um conto que pensei em Montes Claros. Na verdade eu acordei na quinta-feira com as frases rolando na minha mente, pensei nele a viagem toda, e escrevi quando cheguei em Montes Claros e tive tempo pra ligar o notebook. Reassaltei num P.S. porque postei ele em inglês e não em português, assumindo (talvez erroneamente) que as pessoas que leem o Makaber sabem inglês como eu. Um seguidor respondeu que o inglês é um idioma gramatical e semanticamente pobre e que eu me expressaria melhor em qualquer língua. Eu respondi expondo meu ponto de vista contrário ao dele.
A partir daí o Lúcio me pediu pra escrever um texto sobre isso no Makaber, falando um pouco do que eu conheço sobre línguas.

Bem, amor, cá está o meu textículo sobre linguística.

Eu já escrevi um tempo atrás, em dois posts, sobre o que eu penso sobre a reforma ortográfica, e neles expus o que eu penso sobre o que é um idioma.
Repetirei as minhas ideias aqui para quem não leu esses posts.

Eu acredito que o idioma é uma parte fundamental da cultura de um povo. Como estudante de Psicanálise e Neurociências na faculdade de Psicologia, pude perceber o quanto a capacidade da fala é fundamental para o ser humano, diferenciando-nos das outras espécies. O ser humano só se configura como tal através da linguagem. Giorgio Agamben, filósofo italiano que eu muito admiro, explicita isso no seu livro A Linguagem e A Morte, onde analisa a relação dialética, presente na obra de Heidegger, entre o Ser (Dasein), a Linguagem e a Morte. O ser humano é fundamentalmente um animal simbólico, e é a capacidade da fala que expressa esses símbolos.

Em Psicanálise, assume-se que a linguagem é um resquício das perdas objetais do organismo quando este se desenvolve em civilização; i.e. você fala "cadeira" porque não possui uma cadeira de verdade, concreta, para apontar. A linguagem é a lembrança daquilo que foi perdido na concretude e o indivíduo precisa representar através de símbolos.

Portanto, a relação do ser humano com a linguagem é fundamental.

Em biologia, a especificação ocorre quando as espécies são separadas por distâncias ou obstáculos geográficos. A mesma coisa ocorre com a língua. A língua é um ser vivo, que passa por todas as mesmas fases que um organismo biológico passa (nascimento, desenvolvimento, reprodução e morte). Portanto, deve ser encarada e preservada como tal. Eu já tinha usado esse argumento anteriormente para justificar minha recusa em aceitar a reforma ortográfica que unifica dialetos do Português em fase de "especiação".

Agora vou usar esse mesmo argumento para justificar porque eu acho que o inglês é uma língua muito adequada para se escrever. Tá certo, eu tenho que admitir que as línguas latinas são muito mais melodiosas, "redondas", que as línguas germânicas (o inglês É uma língua germânica, desde sempre). Mas isto não significa que não seja adequada. Ao contrário, o fato de ser uma língua com vocabulário cheio de ambivalências pode ser uma vantagem. Em literatura, ambivalências são muito úteis. A aridez, rigidez das línguas germânicas também pode ser um recurso importante em literatura. Livros como O Clube da Luta (Fight Club) ou Blue Belle não ficam bem em português, já que são livros que utilizam esse recurso de ambivalências semânticas e secura no estilo e no ritmo. Eu li Blue Belle em português primeiro, depois em inglês, e terminei de ler assustada: não era o mesmo livro, não era a mesma história.

Eu tive a oportunidade de ler Shakespeare e Goethe no original, e percebi que ficam muito mais bonitos no vernáculo natal. Acredito que a qualidade do escritor em aproveitar essas características de seu idioma é importante para a qualidade final do texto.

Não sei se posso me considerar uma boa escritora, mas eu tenho esse processo internalizado, então acho fácil ler e escrever em inglês e perceber a beleza e a riqueza desse idioma. Mais ainda do que o Português, que apesar de ser meu idioma materno, eu conseidero feio e maçante.

PS: O Português é, além de tudo, uma língua machista. Sempre se fala/escreve em masculino os plurais, mesmo que substantivos femininos estejam incluídos nesse plural. No Alemão, apesar de ser um idioma surgido numa região conflituosa e machista da Europa, ocorre o contrário. Todos os plurais em Alemão são femininos (artigo Die). Interessante isso...

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Cidade Grande



Que beleza, Montes Claros.
Como cresceu Montes Claros.
Quanta indústria em Montes Claros.
Montes Claros cresceu tanto,
ficou urbe tão notória,
prima-rica do Rio de Janeiro,
que já tem cinco favelas
por enquanto, e mais promete.

(Carlos Drummond de Andrade)

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Running wild

That day, I will never forget that day.
She was surprisingly not crying at all. She broke all the glasses in the house, and I could see her blood through the little piercing pieces of glasses spread in the floor. She was screaming and breaking the jars and cups and dishes. And she was not crying. I never saw a crisis like this one before. She was not talking about killing herself, not even talking about death. She was all rage. For the first time I saw her totally and utterly aggressive.
And by all those signs I came to a terrible conclusion: she was about to die.

I didn’t want to cry. It was strange, but I didn’t want to die at all. I wanted just to kill. And I tried, with all my strength. There’s no glass left in the apartment. I took care of all them.
That was the first time I really felt alive. But life’s short for me.

The psychiatrist told she was ill. Prescribed some pills and rest. I needed to take care of her, watch her, never let her alone. Of course it was arduous, but I loved her. I really wanted to keep her alive. So I went on.

Medication? I never took a little pill to sleep. None noticed. Too easy to put it in my mouth, under my tongue, then took it out and put in a bottle. I gathered almost 50 pills, between sedatives and antidepressants. Then I thought it was time to move on. Ever.

I convinced her to go to college, to meet new people, to go out and get some fun. She was always silent and resigned. I assumed it was the medication, the changes, the crisis still in her mind. Then I act as if nothing happened, as if she was all right and I made plans and guessed our future together.
But my plans would never concretize.

Two months. Time flowed slow, drop over drop. My mind was clear. My day has come, finally. It was hard to get some time all alone. Everyone now is trying to protect me from myself. But nothing I couldn’t solve, after two months of treatment and some fake smiles.
Almost fifty pills and some alcohol. And then, at least, freedom.

Part of me is inside that coffin, dead and rotting. Part of me is gone forever. Part of me will never come back. But I still cannot know which part of me gone with her.

[O conto foi pensado e escrito em inglês e eu não me dei ao trabalho de traduzir, ainda, porque acho que na língua portuguesa não vou conseguir expressar tudo aquilo que eu quero em inglês.]

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Surfando Karmas e DNA



Quantas vezes eu estive cara à cara com a pior metade?
A lembrança no espelho, a esperança na outra margem
Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?
Na falta de algo melhor nunca me faltou coragem

Se eu soubesse antes o que sei agora
Erraria tudo exatamente igual

Tenho vivido um dia por semana... acaba a grana, mês ainda tem
Sem passado nem futuro, eu vivo um dia de cada vez
Quantas vezes eu estive cara à cara com a pior metade?
Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?

Se eu soubesse antes o que sei agora
Iria embora antes do final

Surfando karmas e DNA
Não quero ter o que eu não tenho
Não tenho medo de errar
Surfando karmas e DNA
Não quero ser o que eu não sou
Eu não sou maior que o mar

Surfando karmas & dna
Na falta do que fazer, inventei minha liberdade

Surfando karmas e DNA
Não quero ter o que eu não tenho
Não tenho medo de errar
Surfando karmas e DNA
Não quero ser o que eu não sou
Eu não sou maior que o mar

[by Engenheiros do Hawaii]

Sábado, 20 de Junho de 2009

Futuro

"[...] olhar as estrelas e o formato das pedras. Ter filhos. Dirigir um carro. Estudar. Comer uma garota. Ficar bêbado. Ter crises de choro. Ouvir alguém a lhe pedir conselhos. Depositar a mão à cabeça de um sobrinho. Ter um emprego. Trabalhar. Dar esmola. Entrar em uma fila, como todo mundo. Conhecer o garçom de um restaurante. Apertar mãos com firmeza. Cumprimentar outroc homens com tapas nas costas que causam estalido. Fumar um cigarro. Falar para uma garota que ela é muito nova. Entregar o cartão de visita. Saber o nome de companhias aéreas. Ter asma. Sinusite. Casar-se. Ser reconhecido na rua por um antigo colega de classe. Beijar de olhos fechados. Ser um canalha. Ser amoroso. Ser romântico. Pescar. Cozinhar. Ser sincero. Tocar algum instrumento musical. Saber brigar. Ir ao Japão. Ser tímido. Dormir pouco. Subir no telhado de algum edifício, acompanhado, e observar as estrelas, as pedras. [...] nada disso é mais possível, nenhuma dessas coisas pode ser feita, por mim ou por seja lá quem for. Seria estúpido pensar de modo contrário e você sabe disso. Mas ontem mesmo, [...] estudei a forma de algumas pedras [...] gostaria de falar usando um jargão, qualquer jargão, mas isso é impossível, não apenas para mim. O problema é que o homem se tornou inviável [...] irremediávelmente kitsch, eis tudo."

[Trecho do conto Futuro, de Fernando Burjato. Do livro "Cabeça, Corpo, Caveira e Alma".]

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Digressões econômicas

Confesso que matemática nunca foi meu forte, principalmente depois que eu passei das inofensivas e inúteis equações de segundo grau (x= -b +- raiz de delta / 2a, sendo delta= b² - 4ac) para as análises de dados no SPSS.

Mas quando eu resolvi que vou prestar vestibular de novo eu comecei a ouvir a rádio CBN (a rádio que toca notícia) todos os dias na ida e a na volta da faculdade.
Sabe, eu descobri que gosto de ouvir rádio de notícias. Tanta coisa interessante acontecendo... Bem, hoje teve uma notícia legal.

Quam esteve no planeta nos últimos dois anos sabe que tem uma crise econômica rolando. Crise essa provocada por um bando de gananciosos que emprestaram dinheiro a quem não podia pagar até chegar num ponto em que todo mundo está sofrendo as consequências. O grande problema de crises no sistema capitalista é o efeito cíclico. Vou desenhar.

Você começa a ter prejuízo, por um motivo qualquer. Aí você começa a cortar gastos para diminuir o prejuízo e voltar a lucrar. O primeiro corte é sempre no pessoal. Aí, raciocine comigo, caro leitor eventual: o que acontece quando você despede pessoal? Você automaticamente manda um monte de gente para engrossar as filas do desemprego e diminui o mercado consumidor. Gente comprando menos significa gente vendendo menos. Aí as empresas produzem mais do que é absorvido pelo mercado. Aí tem mais prejuízo, mais desemprego, mais retração, e por aí vai...

A solução que eu, pobre analfabeta econômica, penso ser a mais adequada seguindo a minha pobre lógica, é a reinserção de gente no mercado de trabalho, e consequentemente no mercado consumidor, ao invés de sair despedindo pessoal para cortar gastos. Concordam comigo? Os empresários, executivos e etc não. Eles acham que isso é culpa do governo. Culpa dos juros e impostos altos. Então o governo que conserte isso. O governo que injete dinheiro na economia e crie postos de trabalho. O governo dos EUA fez isso em 1929. O governo do Obama ta fazendo isso de novo, agora em 2009.

Será o suficiente? Não sei. Sou analfabeta.

Voltando à rádio. Saiu uma notícia interessante hoje. A notícia era sobre uma lista com os dados do desemprego nos EUA, acho que no período de abril e maio. A notícia do desemprego de 345 mil pessoas foi comemorada pelo mercado. O dólar até subiu. As ações também. Peraí - 345 mil pessoas são mandadas para fora do mercado de trabalho e do mercado consumidor e esses caras comemoram? A resposta é simples: o resultado ruim é melhor do que o esperado, que era uns 505 mil desempregos.

A conclusão dos chefões é que a crise parou de piorar. Que a tendência é ir diminuindo até estancar e depois voltar a crescer devagarinho, a ritmo de tartaruga, depois ir acelerando. Essa é a teoria. Vai dar certo? Não sei. Espero que sim.

O capitalismo é injusto. Sou comunista. Acho que as pessoas deveriam ter mais contato com aquilo que fazem. Viver, e não sobreviver cada dia. Que pessoas não deveriam morrer de fome por causa da má distribuição de renda. Que todos deveriam ter acesso a condições básicas de existência e não ficarem a mercê dos lucros alheios.

Isso tudo me deixa indignada ao ponto de às vezes me causar uma crise de depressão. Esse definitivamente não é o mundo em que eu queria morar. Essas pessoas não são as que eu queria ter como "vizinhas". Essa vida é mesmo muito cruel. Ninguém vai fazer nada para mudar; quem tentou foi escorraçado brutalmente. Então eu também já desisti de querer fazer alguma coisa. Vou levando até onde dá. No dia em que esse enjoamento vire um verdadeiro vômito, eu dou um jeito de cair fora. Afinal de contas, a esquisita sou eu, né. O resto é o normal, o certo, o comum. Eu sou a estranha, a anormal, a revoltada, a diferente. Então qualquer dia desses eu vou ter que sair daqui, que não é, definitivamente, lugar pra gente como eu. Gente fraca, covarde e nunca submissa. Fazer o quê.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

The hours

"Will you be angry if I die?"
"If you die?"
"Yeah. I think I'm alive only to satisfy you."
"Well, I guess that's what people do. Stay alive for each other. But you can live this way for years, decades!"
"That's it. Exactly!"
"Oh, shit."
"When I die, you're gonna have to take care of yourself. What's gonna be, then?"

-----x-----

"I'm afraid I can't go to the party."
"The party doesn't matter."
"The problem is I'll have to face the hours . The hours after the party, and the hours after the after..."

[retirado do filme As Horas]

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Reason

"Se o ser vivo veio depois do não-vivo e a partir dele, pode-se supor então uma força, uma pulsão por excelência, que teima em levá-lo de volta à inorganicidade."

Pulsão de morte. Aquilo que nos leva de volta a onde tudo começou, nosso verdadeiro lugar. And there's no place like home, you know...

Ando estudando Psicanálise feito uma louca. Cada dia empolgo mais com a teoria. Talvez por me reconhecer demais nela. Talvez por parecer fazer sentido... Talvez por que eu ainda preciso me agarrar a alguma coisa que me faça me sentir viva, dar um motivo pra essa perda de tempo, já que aparentemente eu vou passar um longo tempo nessa vida (graças ao Lúcio, my hot warder).
Sei lá se funciona... Mas enquanto isso eu me torno quase uma Kiasyd, buscando na busca do conhecimento um motivo pra continuar a viver...

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Click Click Boom



Clipe

On those Saturdays, when kids go out and play, yo I was up in my room
I let the stereo blaze, wasn't faded, not jaded, just a kid with a pad and pen and a big imagination.
All this, I seek, I find I push the envelope to the line, make it, break it, take it, until I'm overrated.

Click, Click Boom.
I'm coming down on the stereo, hear me on the radio, click, click boom.
I'm coming down with the new style and you know it's buck wild.
Click, Click Boom
I'm on the radio station touring round the nation, leaving the scene in devastation.

I can see it in my mind, I can see it in their eyes.
It's close enough to touch it now, but far away enough to die.
Click, Click Boom.
What the hell is wrong with me?
My mom and dad weren't perfect, but still you don't hear no cryin ass bitchin from me
Like there seems to be on everybody's CD so just sit back and relax and let me have your head for a minute
I can show you something in it, that has yet to be presented, oh yeah!

Click, Click Boom.
I'm coming down on the stereo, hear me on the radio, click, click boom.
I'm coming down with the new style and you know it's buck wild.
Click, Click Boom
I'm on the radio station touring round the nation, leaving the scene in devastation

Why have I clouded up my mind, why's my mother always right, and will I make it 'till the end
or will I crawl away and die.
Click, Click, Boom. Click, Click Boom.
Click, Click Boom. Click, Click Boom.
On those Saturday when kids go out and play yo I was UP in my room
I let the stereo blaze on Saturdays when kids go out and play, I was UP in my room
I let the stereo blaze its all inside of me, its all inside of me.
It's coming over me. It's all inside of me, it's all inside my head.
Click, Click Boom I'm coming down on the stereo hear me on the radio.
Click Click Boom I'm comin down with the new style you know it's buck wild.
Everybody, Everybody come on.
Click Click Boom

[by Saliva]
E mais uma vez a covardia me faz continuar enfrentando uma vida que eu nunca quis...

(Não que o dia não tenha sido bom. Mas ainda não sei se fiz certo em não aproveitar a casa sozinha e a cozinha com portas...)

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

I'm far far away from home...

And all I see is darkness.

Viver é para poucos. Eu não incluída entre eles.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Isso é um diário

Bem, por que não escrever sobre mim?

Ontem foi meu aniversário. 19 anos. Tirando o fato de ter matado aula, ganhado bolo e parabéns e presentes, foi um dia normal, como qualquer outro dia. Não me sinto nem um pouco diferente de sexta ou domingo. Foi um dia normal, com frango no almoço (nem senti o gosto), sexo furtivo à tarde, correria à noite (que não deu em nada) e sono mal dormido à noite (podia ter acontecido mais sexo, não fosse o sono).

Bem, ganhei livros (presente que sempre me deixa feliz), ganhei o lápis de olho que precisava (eu ia falar "nossa, até parece que advinhou", mas lembrei que eu tinha comentado que precisava de um), ganhei um caderninho e uma caneta, um cd de músicas de rock antigo (anos 50, 60), dinheiro (que me proporcionou mais livros, um dia no parque e junkie food!), chocolate (também gosto, mas como devagar porque enjoa), produtos da natura (muito bons e úteis!), roupas (uma meia da Fran! e uma camiseta da minha vó), uma correntinha prateada (que eu to usando no tornozelo) e um dvd do Oswaldo Montenegro (que eu adooooro!! *.*). É, acho que foi isso. Não to lembrando de mais nada. Fiquei feliz. Foi um dia corrido, uma noite divertida, embora muita gente que esperei não tenha comparecido (perdeu, playboy!). A Paum até comprou um baralho pra jogar truco!

Comi bastante pizza no domingo, e um hamburger dividido com o Lúcio na segunda. No parque, sábado, eu só comi besteira - espetinho de frango, churro, Ovomaltine do Bob's e um hamburger também do Bob's. Domingo no almoço eu comi comida da mamãe (pena que não era arroz novo... não gosto de arroz esquentado e o arroz novo da minha mãe é muito gostoso).

Foi um tempo bem agradável com o Lúcio, esse fim de semana. Pena que sexta a gente chegou cansado e mal nos vimos. Mas passamos o dia todo juntos sábado, domingo e ontem. Confesso que acabei explorando ele (um pouco) muito, mas depois eu agradeci e pedi desculpas por fazer ele ir duas vezes ao ABC pra comprar água oxigenada pro meu cabelo (não foi totalmente culpa minha ele comprar a água errada...). Só tenho a agradecer por ter um namorado que me mima e satisfaz plenamente =D

Andei trabalhando em contos semana passada, mas estou sem ideias... Quero escrever terror, tenho toda a teoria na minha cabeça, mas as coisas não acontecem! Já sei quais elementos vou explorar, já tenho o "estranho", só falta o gancho! Bem, um dia desses sai...

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Cotidiano de um casal feliz



Alguém sabe dizer o que é normal?
Pode parecer tão natural

Ele manda em tudo, em todos
curte seu poder
E deixa a esposa em casa
pra brincar no treco
de qualquer traveco
em troca de prazer
vai saber porque...
E a esposa anda malhada
fez lipoescultura
e a falta de cultura
nunca foi problema
ela tem dinheiro
pra dar e vender
lê Paulo Coelho e Seicho-no-ie
vai saber porque. . .

E eles têm escravos
disfarçados de assalariados
diariamente humilhados
se levantam cedo, se arrumam apressados
têm hora marcada pra falar com Deus

Alguém sabe dizer o que é normal?
Pode parecer tão natural

Ele guarda no H.D.
fotos de crianças nuas, pra tirar um lazer
Curte ver aquilo quando fica só
Ela conta os passos que dá no trajeto
entre a terapia e a boca do pó

E até pensa em adotar alguma criatura,
pode ser uma criança ou um labrador
Só depende da raça, depende é da cor
que pintar primeiro..
Ele faz como ninguém a cara de quem não sabe mentir
pode admitir pra ocupar o vazio da relação
mas com uma condição
não quer dar banho, nem limpar merda o dia inteiro

Eles foram ver o show da Diana Krall
que alguém falou que era genial
gritaram uhuuu do camarote
enchendo a cara de scotch

E eles têm escravos
disfarçados de assalariados
diariamente humilhados
se levantam cedo, se arrumam apressados
têm hora marcada pra falar com Deus

Alguém sabe dizer o que é normal?
Pode parecer tão natural

[by Jay vaquer]

PS.: Dia 18 de maio, por acaso meu aniversário, é o dia da Luta Antimanicomial e da Luta Contra o Abuso Infantil. Como (por enquanto) estudante de psicologia, eu me sinto na obrigação de fazer alguma coisa a respeito.