"Estar vivo, enfim, é uma grave responsabilidade."
Lya Luft
"There's no point in living when you can't feel alive."
Garbage, The World Is Not Enough

sexta-feira, 29 de maio de 2009

The hours

"Will you be angry if I die?"
"If you die?"
"Yeah. I think I'm alive only to satisfy you."
"Well, I guess that's what people do. Stay alive for each other. But you can live this way for years, decades!"
"That's it. Exactly!"
"Oh, shit."
"When I die, you're gonna have to take care of yourself. What's gonna be, then?"

-----x-----

"I'm afraid I can't go to the party."
"The party doesn't matter."
"The problem is I'll have to face the hours . The hours after the party, and the hours after the after..."

[retirado do filme As Horas]

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Reason

"Se o ser vivo veio depois do não-vivo e a partir dele, pode-se supor então uma força, uma pulsão por excelência, que teima em levá-lo de volta à inorganicidade."

Pulsão de morte. Aquilo que nos leva de volta a onde tudo começou, nosso verdadeiro lugar. And there's no place like home, you know...

Ando estudando Psicanálise feito uma louca. Cada dia empolgo mais com a teoria. Talvez por me reconhecer demais nela. Talvez por parecer fazer sentido... Talvez por que eu ainda preciso me agarrar a alguma coisa que me faça me sentir viva, dar um motivo pra essa perda de tempo, já que aparentemente eu vou passar um longo tempo nessa vida (graças ao Lúcio, my hot warder).
Sei lá se funciona... Mas enquanto isso eu me torno quase uma Kiasyd, buscando na busca do conhecimento um motivo pra continuar a viver...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Click Click Boom



Clipe

On those Saturdays, when kids go out and play, yo I was up in my room
I let the stereo blaze, wasn't faded, not jaded, just a kid with a pad and pen and a big imagination.
All this, I seek, I find I push the envelope to the line, make it, break it, take it, until I'm overrated.

Click, Click Boom.
I'm coming down on the stereo, hear me on the radio, click, click boom.
I'm coming down with the new style and you know it's buck wild.
Click, Click Boom
I'm on the radio station touring round the nation, leaving the scene in devastation.

I can see it in my mind, I can see it in their eyes.
It's close enough to touch it now, but far away enough to die.
Click, Click Boom.
What the hell is wrong with me?
My mom and dad weren't perfect, but still you don't hear no cryin ass bitchin from me
Like there seems to be on everybody's CD so just sit back and relax and let me have your head for a minute
I can show you something in it, that has yet to be presented, oh yeah!

Click, Click Boom.
I'm coming down on the stereo, hear me on the radio, click, click boom.
I'm coming down with the new style and you know it's buck wild.
Click, Click Boom
I'm on the radio station touring round the nation, leaving the scene in devastation

Why have I clouded up my mind, why's my mother always right, and will I make it 'till the end
or will I crawl away and die.
Click, Click, Boom. Click, Click Boom.
Click, Click Boom. Click, Click Boom.
On those Saturday when kids go out and play yo I was UP in my room
I let the stereo blaze on Saturdays when kids go out and play, I was UP in my room
I let the stereo blaze its all inside of me, its all inside of me.
It's coming over me. It's all inside of me, it's all inside my head.
Click, Click Boom I'm coming down on the stereo hear me on the radio.
Click Click Boom I'm comin down with the new style you know it's buck wild.
Everybody, Everybody come on.
Click Click Boom

[by Saliva]
E mais uma vez a covardia me faz continuar enfrentando uma vida que eu nunca quis...

(Não que o dia não tenha sido bom. Mas ainda não sei se fiz certo em não aproveitar a casa sozinha e a cozinha com portas...)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

I'm far far away from home...

And all I see is darkness.

Viver é para poucos. Eu não incluída entre eles.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Isso é um diário

Bem, por que não escrever sobre mim?

Ontem foi meu aniversário. 19 anos. Tirando o fato de ter matado aula, ganhado bolo e parabéns e presentes, foi um dia normal, como qualquer outro dia. Não me sinto nem um pouco diferente de sexta ou domingo. Foi um dia normal, com frango no almoço (nem senti o gosto), sexo furtivo à tarde, correria à noite (que não deu em nada) e sono mal dormido à noite (podia ter acontecido mais sexo, não fosse o sono).

Bem, ganhei livros (presente que sempre me deixa feliz), ganhei o lápis de olho que precisava (eu ia falar "nossa, até parece que advinhou", mas lembrei que eu tinha comentado que precisava de um), ganhei um caderninho e uma caneta, um cd de músicas de rock antigo (anos 50, 60), dinheiro (que me proporcionou mais livros, um dia no parque e junkie food!), chocolate (também gosto, mas como devagar porque enjoa), produtos da natura (muito bons e úteis!), roupas (uma meia da Fran! e uma camiseta da minha vó), uma correntinha prateada (que eu to usando no tornozelo) e um dvd do Oswaldo Montenegro (que eu adooooro!! *.*). É, acho que foi isso. Não to lembrando de mais nada. Fiquei feliz. Foi um dia corrido, uma noite divertida, embora muita gente que esperei não tenha comparecido (perdeu, playboy!). A Paum até comprou um baralho pra jogar truco!

Comi bastante pizza no domingo, e um hamburger dividido com o Lúcio na segunda. No parque, sábado, eu só comi besteira - espetinho de frango, churro, Ovomaltine do Bob's e um hamburger também do Bob's. Domingo no almoço eu comi comida da mamãe (pena que não era arroz novo... não gosto de arroz esquentado e o arroz novo da minha mãe é muito gostoso).

Foi um tempo bem agradável com o Lúcio, esse fim de semana. Pena que sexta a gente chegou cansado e mal nos vimos. Mas passamos o dia todo juntos sábado, domingo e ontem. Confesso que acabei explorando ele (um pouco) muito, mas depois eu agradeci e pedi desculpas por fazer ele ir duas vezes ao ABC pra comprar água oxigenada pro meu cabelo (não foi totalmente culpa minha ele comprar a água errada...). Só tenho a agradecer por ter um namorado que me mima e satisfaz plenamente =D

Andei trabalhando em contos semana passada, mas estou sem ideias... Quero escrever terror, tenho toda a teoria na minha cabeça, mas as coisas não acontecem! Já sei quais elementos vou explorar, já tenho o "estranho", só falta o gancho! Bem, um dia desses sai...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Cotidiano de um casal feliz



Alguém sabe dizer o que é normal?
Pode parecer tão natural

Ele manda em tudo, em todos
curte seu poder
E deixa a esposa em casa
pra brincar no treco
de qualquer traveco
em troca de prazer
vai saber porque...
E a esposa anda malhada
fez lipoescultura
e a falta de cultura
nunca foi problema
ela tem dinheiro
pra dar e vender
lê Paulo Coelho e Seicho-no-ie
vai saber porque. . .

E eles têm escravos
disfarçados de assalariados
diariamente humilhados
se levantam cedo, se arrumam apressados
têm hora marcada pra falar com Deus

Alguém sabe dizer o que é normal?
Pode parecer tão natural

Ele guarda no H.D.
fotos de crianças nuas, pra tirar um lazer
Curte ver aquilo quando fica só
Ela conta os passos que dá no trajeto
entre a terapia e a boca do pó

E até pensa em adotar alguma criatura,
pode ser uma criança ou um labrador
Só depende da raça, depende é da cor
que pintar primeiro..
Ele faz como ninguém a cara de quem não sabe mentir
pode admitir pra ocupar o vazio da relação
mas com uma condição
não quer dar banho, nem limpar merda o dia inteiro

Eles foram ver o show da Diana Krall
que alguém falou que era genial
gritaram uhuuu do camarote
enchendo a cara de scotch

E eles têm escravos
disfarçados de assalariados
diariamente humilhados
se levantam cedo, se arrumam apressados
têm hora marcada pra falar com Deus

Alguém sabe dizer o que é normal?
Pode parecer tão natural

[by Jay vaquer]

PS.: Dia 18 de maio, por acaso meu aniversário, é o dia da Luta Antimanicomial e da Luta Contra o Abuso Infantil. Como (por enquanto) estudante de psicologia, eu me sinto na obrigação de fazer alguma coisa a respeito.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Troque um parlamentar por 344 professores

Bem, blog também é utilidade pública, e eu ando sonhando com a carreira de professora.
Então, vou contribuir com a divulgação dessa campanha.



Prezado amigo!


Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00.

Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar?

Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro! Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.

Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha, Argentina, R$1,3 milhões. Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior! Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:

"TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES".

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Autorretrato tardio

Acordei gelada. O suor frio pingava lentamente no lençol.

Engraçado, eu nem estava sonhando. Não faço a menor ideia de porque eu despertei dessa maneira, tão assustada. Nunca tive insônia na vida, sempre dormi 8h diárias como um bebê. Agora são 3h da manhã e eu perdi o sono pela primeira vez na vida.

40 anos de solidão. Eu até poderia escrever um livro. Me lembro de mamãe dizendo que eu era esquisita demais para arrumar um marido. Nunca me preocupei com isso, fui estudar e cobri meu corpo com todas as tatuagens que eu quis fazer. Já tive o cabelo de todas as cores. Gosto de dormir e acordar sozinha. Nunca gostei de crianças. Nunca quis a vida de dona-de-casa da minha mãe. Então não posso dizer que me arrependo. Às vezes é chato ficar sozinha, mas eu já me acostumei. Sou esquisita demais para conviver intimamente por muito tempo com alguém.

Ele me pediu em casamento umas três vezes, e só desistiu quando eu disse, com todas as letras, que não queria uma família. Ele me mandava cartas dizendo que queria ter filhos comigo, que me imaginava grávida e fazendo carinho na minha barriga estufada. Mandava flores, presentes. Nunca perguntei, mas acho que pai também devia ter feito isso com mamãe. Anos depois, casados, dois filhos, ele começou a bater nela. Será que isso teria acontecido comigo se eu não fosse tão irredutível?

Tá muito fria essa madrugada de maio. Preciso de outro cobertor. Acho que vou tomar um leite quente com mel pra ver se fico com sono. Preciso dormir.

Amanhã é dia das mães. Não falo com a minha há uns 20 anos. Nunca senti falta. Também não sinto falta de ter um parasita que me chame de mamãe e me dê presentes inúteis no segundo domingo de maio.

5h30 da manhã. Os primeiros bocejos do sono me ocorrem. Mais uma vez, dormirei sozinha. Não faz mal. Nunca fez.
"Espero que a partida seja boa. E espero não voltar nunca mais."
Frida Kahlo