Lya Luft
"There's no point in living when you can't feel alive."
Garbage, The World Is Not Enough
sábado, 28 de junho de 2008
Como ganhei uma coleção de livros de RPG
quarta-feira, 25 de junho de 2008
5 livros que gostei de ler
*A Insustentável Leveza do Ser (Milan Kundera): uma tese filosófica sobre a existência? Um triste romance? Um grito de alguém contra o seu espaço e tempo? Ainda não consegui descobrir, mas já tentei duas vezes. É uma história bela e triste, emoldurada pela bela e triste cidade de Praga em pleno domínio soviético. A história dos conturbados relacionamentos humanos. A história do dasein, do ser-o-nada e do ser-para-o-nada. E começa citando Nietzsche. O autor vale-se do recurso da polifonia, porém de modo diverso e relativamente discreto. Cada parte do livro conta a história a partir de um ponto de vista diferentes, da perspectiva de cada personagem diferente, embora se trate de um narrador em 3a pessoa. O que posso dizer é que esse livro aumentou minha vontade de conhecer Praga.
*As Brumas de Avalon (Marion Zimmer-Bradley): a visão das mulheres (sobretudo Morgana das Fadas) sobre a lenda do Rei Arthur. O conflito entre a antiga religião da Deusa-Mãe e a nova crença no Cristo Branco. As guerras na Grã-Bretanha. Mas, acima de tudo, é a história de uma mulher fracassada como mãe, amante e irmã; a história da Rainha dividida entre o desejo, o amor e o dever; do Rei convertido que, ao abandonar suas velhas crenças e perjurar, ameaça levar seu reino ao declínio; do filho do incesto destinado a destronar seu próprio pai. É a história do amor em todas as suas facetas e conseqüências. É a história da Inglaterra em plena Alta Idade Média. Trata-se de um livro grande (4 volumes de mais ou menos 200 ou 300 páginas cada) mas que se desenrola rapidamente. Depois de ler As Brumas nunca mais consegui ler outra coisa sobre o Rei Arthur. Ponho defeitos demais. Da mesma autora recomendo outros dois livros: A Queda de Atlântida e O Incêndio de Tróia. O mesmo estilo e conflitos parecidos, embora tenham panos de fundo diferentes.
*O Perfume (Patrick Süskind): o filme também é bom, mas incomparável com o livro. A história é simples: um gênio órfão francês, portador de olfato absoluto, busca o reconhecimento na carreira perfumística. Nesse meio tempo, descobre que, diferentemente dos demais, ele não possui um cheiro próprio. Sujeito sem escrúpulos, ele parte em busca do perfume que ama, que o tornaria amado e belo, e para isso assassina a sangue-frio 25 garotas. Mas a magia do livro, que o filme não consegue captar, é a descrição do mundo partindo do protagonista, tudo em cheiros, odores e fedores. E, claro, a análise psicológica dos personagens. Eu li o livro pela primeira vez antes de poder entendê-lo, mas com o passar do tempo (e as sucessivas releituras...) eu já o considero uma das minhas melhores aquisições.
*As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho (Lewis Carroll): apesar de serem dois livros distintos, vou tratá-los como um só. Primeiro, porque a edição (americana) que eu tenho reúne os dois em um único volume. Segundo, porque são livros parecidos, com a mesma estrutura, mesma protagonista (Alice, baseada na menina Alice Liddel) e enredos mais ou menos parecidos. A história é simples e bastante conhecida. O que me chama atenção é a distinção entre mundo real e onírico, a fuga de realidade, a (não-)lógica infantil, os animais falantes. Carroll também faz um uso inteligente e interessante das historinhas e canções infantis. O texto se desenrola rapidamente, ocorrem mudanças bruscas e referências mais ou menos escondidas, nas quais você só repara depois de reler várias vezes e não prestar atenção à estória. Eu prefiro ler no idioma original (inglês), mas existem traduções muito boas em português (no meu ver, a da Ana Maria Machado só tem um defeito: substituir as canções e estorinhas infantis pelo folclore brasileiro). Outros livros no mesmo estilo que recomendo: Peter Pan (James Matthew Barrie) e O Mágico de Oz (Frank Baum).terça-feira, 24 de junho de 2008
As aventuras de Alice na cidade (nem tão) grande...
domingo, 22 de junho de 2008
Ich bin müde
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Anna
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Despedida - primeira parte
Papai: Bem... De uns tempos pra cá as ccoisas melhoraram entre nós, mas eu acho que é pq tem umas 5h de distância entre nós, e quase nenhum telefonema. Senão eu nunca ia te agüentar e vice-versa. Foi bom a gnt ter se separado. Pq vc nunca ia conseguir me converter mesmo...
Vó Aneide: Vc é chata, momenta, grossa, mal educada, estúpida, covarde, mesquinha e cruel. Mas qdo a gnt fica a 120km de distância essas coisas costumam se apagar...
Vó Nila: Eu nunca vou te mandar pro inferno pq, além de te aturar em vida, não quero esbarrar com vc depois de morta. Sem contar que tenho pena do Diabo. Mas fora isso, obrigada por me acolher (meio maltratada) na sua bagunça que vc chama de casa.
Tia Vivi: Se eu fosse vc nunca casaria nem teria filhos. Coitados deles, não teriam culpa de vc ser frustrada a sua vida inteira. Ah, e dava um jeito de sair de casa, mesmo q fosse pra pagar aluguel pro resto da vida. Muito melhor.
Fernando: Vc sabe mto bem como viver sem mim. Não vai ser nem um pouco dificil. Afinal de contas, ninguem mais vai te encher o saco qdo vc quer beber, usar drogas, gastar seu dinheiro levianamente ou fazer qq outra merda...
Em suma, foi mto bom conhecer a maioria de vcs. Os outros eu não quero ver nem no inferno pintados de chocolate.
Tchau
terça-feira, 10 de junho de 2008
nada demais
[hj estou de verde pq ando lendo sobre Matrix de novo. e axo lindo verde, vermelho e preto... combinação perfeita...]



